Hospital da Santa Casa

Inaugurada em 1935, a estrutura que abriga o prédio principal da Santa Casa de Piracicaba é de grandes proporções e dividida em cinco Pavilhões de diferentes dimensões, interligados por um corredor central. No bloco central, situa-se a entrada principal, coberta por uma peça curva art-nouveau metálica e envidraçada, arrematada por um frontão onde lê-se a epígrafe em latim ‘Scientia et Caritas’ e, mais abaixo, ‘Hospital da Santa Casa de Misericórdia’.


Internamente, o saguão de entrada exibe dois vitrais simétricos com representação católica além de ornamentação de gosto clássico, como as colunas da ordem coríntia na entrada, as mísulas do forro e o mobiliário entalhado. O piso deste saguão foi executado em granilite e mármore, e as paredes revestidas em mármore até meia altura. Originalmente, a parte superior das paredes foi decorada com modenaturas, imitando quadriculado de pedra.


Além de setores administrativos, Unidade de Pronto Atendimento e Departamento de Ortopedia, o prédio da Santa Casa de Piracicaba abriga a Central de Esterilização de Materiais, o Centro Cirúrgico, a Maternidade, o Setor de Nutrição, a Cozinha e o Refeitório do Hospital. Nele funcionam também a Pediatria Menino Jesus e as Unidades A, B, C e E, destinadas às internações clínicas e cirúrgicas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Juntas, essas Unidades abrigam os 213 leitos que a Instituição mantém pelo SUS- Sistema Único de Saúde.


Mais recentemente, a Instituição incorporou a este complexo hospitalar o prédio que hoje abriga a Unidade de Hemodiálise e a UCO- Unidade Coronariana para o atendimento de urgências e emergências. A Irmandade mantém ainda o EMCOR- Serviço de Emergências do Coração, o IUP- Instituto de Urologia Clínica e a Unidade de Oncologia (CECAN), que funcionam em prédios próprios, localizados na área externa do Hospital.



Os Jardins - Além da beleza arquitetônica de seu prédio, que se impõe pela riqueza de detalhes e pela conservação de sua estrutura física, outro aspecto que chama a atenção na Santa Casa de Piracicaba é a beleza de seus jardins, projetados pelo engenheiro agrônomo Philippe Westin Cabral de Vasconcellos. De um total aproximado de 60.000 m2 de área, a Irmandade mantém, atualmente, 23.350,47 m2 de área construída e 35.675, 75 m2 de área não construída, considerada área verde, onde são cultivadas mais de 470 espécies de árvores.



Árvores Catalogadas - Diante do entendimento de que cuidar e preservar o meio ambiente estão entre as ações de grande amplitude empreendidas com vistas à saúde do planeta, a Santa Casa de Piracicaba firmou parceria com o Departamento de Ciências Florestais da ESALQ/USP para catalogação das 300 principais árvores existentes na área externa da Instituição, iniciativa que revela o comprometimento sócio-ambiental do Hospital com questões que impactam diretamente na qualidade de vida da população.


A iniciativa partiu da Comissão de Saúde Ambiental do Hospital e a ação foi patrocinada pelo Centro de Oncologia do Hospital (CECAN), que oficializou a parceria com a ESALQ em junho de 2013, quando o professor Demóstenes Ferreira da Silva Filho assumiu os trabalhos ao lado do técnico de laboratório Jefferson Polizel e do mestrando em Recursos Florestais, Flávio Henrique Mendes, responsável pela avaliação individual das árvores.


Na análise do Prof. Demóstenes, a Santa Casa é uma das poucas áreas bem arborizadas do bairro Cidade Alta e, por esse motivo, uma das indicadas para o desenvolvimento de valores elevados com relação ao patrimônio arbóreo da cidade. "Depois deste trabalho, podemos afirmar que o patrimônio arbóreo da Santa Casa é de R$1.910.488,20", quantificou, lembrando que a área verde do Hospital foi muito bem planejada do ponto de vista estratégico.


"São mais de 60 espécies das mais variadas idades, o que contribui para a diversificação e crescimento saudável das espécies", disse o professor, lembrando que, durante a catalogação, foram testadas técnicas alternativas de obtenção de dados para melhoria da qualidade na análise e proposição de programas de preservação e ampliação do patrimônio arbóreo.


Ele explica que as árvores estão cadastradas em um banco de dados relacional programado para obtenção de mais de 50 variáveis para indicação de informações que relacionam desde a espécie da árvore até a presença ou não de defeitos em sua copa. “Isso é importante para o adequado manejo e manutenção do patrimônio arbóreo para as próximas gerações”, avalia Demóstenes, lembrando que trabalho semelhante foi realizado pela ESALQ no Parque Ibirapuera, em São Paulo, e no próprio Campus da Escola.


Segundo o provedor Adilson Zampieri, gerenciar o meio ambiente tem se transformado numa questão estratégica, pois além de reduzir o desperdício de recursos naturais não renováveis como água e energia, melhora o desempenho e aumenta a competitividade no mercado através do controle de impactos ambientais que, em médio prazo, muda inclusive a imagem da Instituição perante a sociedade e os órgãos gestores.