A Provedoria do comendador Antônio Romano

Antônio Romano nasceu em Piracicaba, no dia 26 de junho de 1914, filho de Caetano Romano e Maria Azzini Romano. Faleceu em São Paulo, no dia 28 de julho de 1983.


Esportista de corpo e alma, era apaixonado por futebol, tendo chegado à Presidência do XV de Novembro de Piracicaba, em 1953. Foi durante sua gestão que o XV formou a competitiva equipe de basquete que acabou sendo reconhecida no Brasil e em outros países. Continuou como conselheiro anos depois de deixar a Presidência do clube, conhecido como Nhô Quim. Em 1964, no entanto, voltou a ocupar a Presidência do time, substituindo Romeu Rípoli, afastado por doença. O XV não andava bem, perdia campeonatos, mas Antônio Romano se empenhou e recuperou a estrutura do Alvinegro piracicabano.


Bem antes de atuar no XV, Romano iniciou sua carreira esportiva jogando por clubes do bairro Alto. Em 1934, já jogava no primeiro time do São João Futebol Clube. Na infância, ajudava no sustento da família. Filho de sapateiro, sua experiência profissional foi como engraxate na praça José Bonifácio. Mais tarde, teve o primeiro contato com a Mecânica, profissão que seguiu durante toda a vida. Além da mecânica de automóveis, jardineira e tratores, Romano consertava locomotivas, tendo acompanhado e auxiliado João Bottene na construção e montagem da primeira locomotiva inteiramente projetada no interior paulista e a segunda do Brasil.


Romano atuou também como diretor do Lar Franciscano de Menores, Lar Escola Coração de Maria e benemérito no Lar dos Velhinhos de Piracicaba e Clube de Campo. Em 1958, inaugurou a União de Veículos, de propriedade dos sócios Maks Weiser e Amadeu Castanho. Foi dono da Retífica Romano, localizada na rua São José. Em 1959, recebeu a comenda da Ordem de São Silvestre pela prática de filantropia, título outorgado pelo Papa Pio XII. Foi colaborador e organizador ativo da Festa do Divino de Piracicaba. Em 1974, era eleito terceiro conselheiro da Diretoria da Federação das Misericórdias.    [Mais informações]