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SND: rigor no controle da alimentação

A estrutura do SND – Serviço de Nutrição e Dietética é ampla e engloba a Cozinha, onde trabalham 20 funcionários; as Copas, que reúnem 35 funcionárias, e o Lactário, com oito lactarista e uma técnica de nutrição. A coordenação de todos esses Setores está sob o comando de duas nutricionistas, responsáveis também pelo treinamento das equipes e elaboração do cardápio, estabelecido de forma a atender as necessidades nutricionais dos pacientes, funcionários e crianças da Creche.

Cabem a elas, ainda, o acompanhamento de pacientes com dieta enteral (sonda para alimentação) prescrita pelo médico e avaliações nutricionais no leito, em pacientes mais críticos, procedimento adotado diariamente em todos os pacientes da UTI. Nos setores de internações clínico-cirúrgicas, as avaliações são feitas mediante solicitação médica, durante o período de internação hospitalar ou no momento da alta. Como rotina diária, o SND atende em média 50 pacientes/dia, num processo que visa recuperar o estado nutricional e adequar as dietas prescritas pelo corpo clínico de acordo com as patologias e preferências do paciente.

Cozinha e Refeitório que dão água na boca

O Refeitório é espaçoso, arejado e iluminado; criado especialmente para atender o perfil e as necessidades dos quase 500 funcionários que, a um custo extremamente acessível, fazem suas refeições no próprio Hospital. O cardápio, balanceado, é preparado pelo Serviço de Nutrição e Dietética. Antes de chegar à mesa, porém, os alimentos são preparados na Cozinha por uma equipe de 20 funcionários. O Setor é responsável pela elaboração das 1.500 refeições servidas diariamente a médicos, funcionários, às crianças da Creche e pacientes, com exceção das refeições parenterais, elaboradas no Lactário.

Apesar de ampla e funcional, a Cozinha deverá ser redimensionada para absorver setores climatizados para manipulação de carnes e vegetais; câmeras de resfriamento para congelar alimentos; forno de regeneração para aquecer congelados e embalador a vácuo, para melhor conservação dos alimentos. A intenção é agilizar o preparo dos pratos, reduzir custos, melhorar a rotina de trabalho, qualificar ainda mais o produto final e preparar o Setor para que, num futuro próximo, o cliente possa optar pelo cardápio à la carte e suas variações.

Copas porcionam e distribuem refeições

Preparadas na Cozinha, as refeições chegam aos pacientes das alas clínico-cirúrgicas através das três Copas mantidas pelo Hospital. Nessas Unidades, as refeições são porcionadas e, depois, seguem em carrinhos até os quartos e apartamentos. A exceção fica por conta das dietas hiposódicas, hiperproteicas e as específicas a doentes renais e diabéticos, que já saem porcionadas da Cozinha de acordo com a prescrição médica.

Na Santa Casa, uma Copa centralizada mantém 14 funcionárias para atender as Unidades A, B, C e E; a Pediatria Menino Jesus; a Maternidade Amália Dedini e o Serviço de Urgência e Emergência. Juntos, esses setores consomem em média 600 refeições/dia, entre café da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e chá da noite. Já o Hospital Santa Isabel mantém duas Copas em funcionamento com 19 funcionários que atendem os quatro andares do Hospital, a Pediatria Monsenhor Rosa e a Unidade Coronariana, num total de 550 refeições/dia.

Lactário é modelo para a região

Em função das características estruturais e procedimentos adotados, a Santa Casa é considerada modelo na manutenção de um dos mais modernos lactários da região. Nele, são preparadas as formulações lácteas prescritas por médicos aos bebês e pacientes sem condições de ingerir alimentos sólidos ou pastosos.

O preparo de, aproximadamente, 20 mil fórmulas mensais exige técnica e muito cuidado. Não se trata apenas de cautela para a dosagem exata dos componentes, mas de cuidados extremos também com a limpeza, já que a Unidade foi projetada para garantir grau máximo de higiene em todas as etapas de produção. O Lactário mantém, ainda, áreas específicas à higienização, manuseio e esterilização a vácuo das mamadeiras, encaminhadas mediante prévia identificação do tipo de leite, horário de consumo, setor, número do leito e nome do paciente.


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A principal medida introduzida para o controle das infecções, foi a instalação de barreira de contaminação, que separa a lavanderia em duas áreas distintas:
área contaminada ou suja, utilizada para separação e lavagem;
área limpa, utilizada para acabamento (centrifugação, secagem/calandragem, dobragem) e guarda.

Esta barreira de contaminação só é realmente eficiente se existirem as lavadoras de desinfecção, com duas portas de acesso, uma para cada área, na parede que separa a área suja/contaminada da área limpa, e se as pessoas da área contaminada não circularem nas áreas onde a roupa sai limpa (Figura 3). A barreira de separação deve ser dotada de visores para facilitar a comunicação e o controle.

Aspectos Físicos da Lavanderia Hospitalar
A localização adequada de uma lavanderia hospitalar é aquela que considera os seguintes aspectos:
transporte e circulação da roupa, vertical ou horizontal;
demanda das unidades do hospital;
sistema de distribuição de suprimentos no hospital;
distâncias, considerando diversos fatores: tempos e movimentos; ruídos e vibrações; odores; calor; riscos de contaminação; futura expansão; localização das caldeiras; custo de construção; direção dos ventos; orientação solar [Machado, 1996].

Dentre estes, deve-se dar ênfase especial à direção dos ventos, para que não haja corrente de ar do ambiente contaminado para o limpo; deve-se evitar escadas ou degraus entre a lavanderia e o estante do prédio, para facilitar o transporte da roupa. Havendo desníveis inevitáveis, deve-se adotar rampas para facilitar a circulação de carrinhos, tanto de roupa suja como limpa.

O formato da lavanderia deve possibilitar um fluxo racional de trabalho de processamento da roupa, seguindo um fluxo progressivo, como em uma linha de montagem industrial, evitando cruzamento de circulações das atividades. Para um fluxograma funcionalmente resolvido.

     


 

   

 

 

 

 

 

 

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