topo.jpg
menu.jpg

 

História

  A Instituição é genuinamente lusitana, foi fundada no reinado de D. João II de Portugal pela Rainha Dona Leonor, e tratava não só de enfermos, como também de pobres, enjeitados e outros atos da filantropia, sem abandonar o sentimento religioso.
O primeiro hospital de Misericórdia que se estabeleceu no Brasil foi em Santos, no início de 1547 ou 1540, impulsionada pelo grande número de marinheiros que enfermos das longas viagens de navio


Santa Casa de Misericórdia de Piracicaba o seu fundador

A iniciativa de fundação da Santa Casa de Misericórdia de Piracicaba partiu de José Pinto de Almeida. O primeiro provedor da Santa casa era português de origem, nasceu em Portugal no dia 20 de junho de 1811, em São João Miguel de Rebordosa junto à cidade do Porto. Casou-se no dia 13 de outubro de 1836 com Ana Cecília de Oliveira Pinto, esta veio a falecer em 1860. Viúvo, José Pinto de Almeida viveu até 4 de abril de 1885.
José Pinto de Almeida foi comerciante até 1865, época em que transferiu o estabelecimento a seu filho Jaime Pinto de Almeida, e passou a viver de renda. Ao longo se sua vida, desenvolveu atividades em benefício do hospital desde sua instalação e manutenção, doando em testemunho parte do seu patrimônio à instituição, que em 99 completa 145 anos .



.

 

 



Sessão histórica da fundação.

A sessão histórica de fundação da Irmandade da Santa Casa foi em 25 de dezembro de 1854. Mas até que se conseguisse o terreno para a construção do hospital, José Pinto de Almeida ofereceu, gratuitamente, uma pequena casa, na Rua da Glória, esquina da Rua Direita. De caráter provisório, a casa serviria de hospital para os enfermos indigentes e também para prestar socorro aos presos e pobres.
Fato curioso: com o intuito de angariar mais recursos para tratar dos pacientes, dois irmãos saiam semanalmente pela cidade vestidos de balandrau roxo, em busca de recursos para o hospital.

O início da construção do prédio do hospital foi no ano de 1861, sendo que a conclusão da obra deu-se em meados de 1869. A demora da conclusão da obra foi em conseqüência de um período de desanimo que tomou conta dos envolvidos no projeto de construção do hospital, principalmente por parte do irmão José Pinto de Almeida que havia ficado viúvo. O hospital passou por dificuldades financeiras vindo a se restabelecer. Mas foi na provedoria do doutor Rocha Conceição que o hospital começou a funcionar. Em 20 de julho de 1883, foram abertas as enfermarias do hospital para receberem os doentes pobres que precisavam de tratamento.


Provedoria de José Fernando de Almeida Barros


Entre os anos de 1887 e1889, José Fernando de Almeida Barros conseguiu tirar a instituição do período crítico de instabilidade que a levaria em breve, ao fechamento do hospital. Os modestos rendimentos do patrimônio e a indiferença da caridade particular levaram a mesa administradora a cogitar o fechamento do jornal. Essa proposta deixou o provedor inconformado que para livrar o hospital do fechamento chegou a “esmolar de porta em porta”, conseguindo uma boa quantidade em dinheiro, gêneros alimentícios e roupas.
Nessa época o governo provincial fez a primeira contribuição a Santa Casa. O patrimônio cresceu ainda mais, com o recebimento de quotas de loterias e com a venda de algumas ações da Estrada de Ferro Ituana, deixadas por José Pinto de Almeida.


Provedoria de Antonio Teixeira Mendes.

Sucedido por Miguel Antonio Gonçalves de Arruda, Antonio Teixeira Mendes foi provedor de 1891 à 1898. Destacam-se nesse período, a construção do necrotério, pelo irmão Major Antonio Barbosa Ferraz Júnior, da doação à Irmandade do “Teatro Santo Estevam”, e de donativos para a criação do Hospital de Alienados, pelo Barão de Rezende


Provedoria do Sr.Barão de Rezende

O Sr. Barão de Rezende exerceu o cargo de provedor de 1898 até a época de seu falecimento em agosto de 1909. Durante sua gestão, a administração do Asilo de São Lázaro passou a ser feita pela Irmandade da Santa Casa, a parte Central do hospital passou por reforma, implantou-se a enfermaria para mulheres, construíram 8 casas na rua da misericórdia e a construção do teatro “Santo Estevam”.
Esta foi uma das administrações mais longas e proveitosas devido aos esforços, de vontade aliada à virtude, que constituía o traço dominante do Barão; a caridade.
Deixou a situação financeira da Irmandade em boas condições.

Provedoria do Dr.Francisco Morato

O Dr. Francisco Morato foi provedor entre 15 de agosto de 1909 e 3 de julho de 1910. Em sua administração foram computados os imóveis da Santa Casa por estimação e não por custo como se fazia.

Provedoria do Dr. Antônio Augusto de Barros Penteado

Eleito em 3 julho de 1910 o Dr. Antônio Augusto de Barros Penteado ocupou o cargo até 15 de janeiro de 1914, em sucessivas reeleições. No primeiro ano de administração o provedor iniciou e terminou a construção de um edifício na frente do velho hospital. . Nesse edifício funcionava o vestíbulo, salas de consultas, sala de curativos, depósito de farmácia, enfermaria de operados, sala de esterilização, sala de operação, banheiro e gabinete sanitário.
Após a inauguração das novas dependências a mesa administrativa resolveu proceder uma reforma geral do hospital. A lotação do hospital que era de 28 leitos, sendo que para mulheres apenas seis camas, passou a ter 14 leitos, separados das enfermarias masculinas que tinham 24 leitos para homens. No total, houve um aumento de 16 leitos.

O Asilo de São Lázaro que não tinha personalidade jurídica, portanto não tinha Irmandade ou Estatuto, foi incorporado à Santa Casa , que ficou com o encardo de a mantê-lo uma dependência, nas mesmas condições anteriores. 1913 Criou-se o cargo remunerado de capelo.
A provedoria de Antônio Penteado e o irmão Oscarlino Dias organizaram o projeto de regimento interno do Hospício Barão de Serra Negra e do Asilo São Lázaro.

Provedor Dr.Oscarlino Dias

Foi eleito em 31 de janeiro de 1815 e permaneceu no cargo até 1920. A diretoria clínica continuava à cargo do Dr. Torquato da Silva Leitão. A direção
do serviço econômico e administrativo estava à cargo das irmãs dominicanas e portuguesas, acordo firmado na gestão anterior, e substituídas pelas irmãs franciscanas brasileiras.
A Inspetoria de Higiene exigiu que fossem feitas melhorias no Asilo de São Lázaro. Apesar de terem recursos financeiros para as obras, o Serviço Sanitário não permitiu, deveriam centralizar todo o serviço à profilaxia da lepra.Foram feitas as reformas e ficou acertado que no novo edifício do asilo a ser construído um pavilhão para abrigar os leprosos


Provedor Dr. Coriolano Ferraz do Amaral

Dr. Coriolano Ferraz do Amaral foi eleito em assembléia geral ordinária, em 18 de janeiro de 1920.
Surgiu nesta gestão a preocupação em ampliar o hospital. As crescentes dificuldades que a insuficiência de clientes no hospital vinha criando, pelo pequeno número de lugares destinados a pensionistas.
Com o intuito de se conseguir recursos para a construção do outro hospital, foram feitas várias atividades no centenário da independência. As festas de 7 de setembro de 1922 foram programadas por uma comissão nomeada pela mesa administrativa.
Aproveitando a boa vontade e entusiasmo por parte da população piracicabana, a comissão promoveu bailes, quermesses, espetáculos, jogos, entre outras atividades.
Também em 1922, no mês de abril, foi decidido em assembléia ordinária a autorização para a mesa administrativa efetuar a venda de imóveis do hospital, entre eles teatro Santo Estevam à Câmara Municipal.
Na sessão da mesa administrativa de 5 de maio de 1923 o provedor Dr. Coriolano Ferraz do Amaral comunicou já ter escolhido o terreno para a construção do novo hospital da Santa Casa.
Na avenida Independência, em terreno da chácara do Coronel Antonio José Leste e da sra. D. Rosa Pinto da Fonseca no dia 7 de setembro de 1923, conforme a programado pela comissão de obras do novo hospital aconteceu o assentamento da primeira pedra do novo hospital. Estiveram presentes rodas as autoridades da cidade, famílias piracicabanas e a grande massa popular.
Nesse período Piracicaba sofria com o aumento do número de doentes leprosos. Esse fato levou a mesa administrativa a propor ao governo do Estado e a Santa Casa de misericórdia de São Paulo, a construção no Leprosário Modelo de Santo Angelo com o nome de “Piracicaba”, para que nele fossem internados os doentes do município.
Por intermédio do sr. dr. Octavio Gonzaga, inspetor sanitário do Estado, a direção do hospital foi informada de que o governo tinha a intenção de construir uma colônia central para os leprosos, e que não seria permitido a instalação de um novo asilo para leprosos. Ao Estado caberia a centralização de todo o serviço em um Leprosário Modelo, cuja planta já estava confeccionada, para onde seriam removidos todos os doentes leprosos, seriam fechados todos os asilos existentes nos municípios. Sob os auspícios da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, fundou-se a “Associação Protetora dos Morféticos” de São Paulo, que obteve a doação de uma área, situada nos campos de Santo Ângelo para a construção do leprosário.
Posteriormente o governo do Estado devolveu à Irmandade da Santa Casa de São Paulo o encargo da construção do Leprosário Santo Ângelo. As más condições higiênicas do velho Asilo São Lázaro e a impossibilidade de nele alojarem todos os leprosos do município e de outras localidades. A mesa administrativa recorreu s Câmara Municipal afim de que a mesma interviesse junto ao governo do Estado para que fosse construído no Leprosário Santo Ângelo um pavilhão com o nome de “Piracicaba”, atendendo ao município. A preocupação principal era de prevenir a população do contágio da doença.


Obras por Administração

oi nomeada uma comissão constituída por membros da diretoria, incumbida de angariar donativos na Capital e fora em benefício do novo hospital.
Relatório da Comissão de Obras do Novo Hospital
Pelo relatório da Comissão de Obras do novo Hospital, em 5 de janeiro de 1924, verificou-se a doação pelo Coronel Antonio José Leite e sua mulher Sebastiana Morato Leite, pela doação de um terreno, contínuo ao adquirido anteriormente pelo hospital. A área era de aproximadamente 20,526 metros quadrados com mais de cem metros de frente para a avenida Independência.
O Coronel Bento Lacerda Filho, além de fazer doações em dinheiro, se prontificou a fornecer a madeira necessária para as obras e janelas do pavilhão cirúrgico.
O Coronel José Leite e o Coronel Bento Lacerda foram homenageados com retratos na sala nobre e tiveram seus nomes gravados em pavilhões do novo edifício.
As obras de 1924
Durante o ano de 1924 continuavam os trabalhos de construção do novo edifício na avenida independência.


O ônus do Hospital São Lázaro.

Foi nomeada em reunião do dia 10 de janeiro de 1925, uma comissão para negociar com a prefeitura e a Câmara Municipal as despesas do Asilo, pois manutenção ocasionava ônus à Irmandade. A comissão teve a promessa de que a câmara municipal tratava do assunto e solucionaria o caso.
Na mesma sessão foi eleita a mesa administrativa para o ano de 1925, sendo reeleito o provedor Dr. Coriolano. Deixava o cargo Ignacio Florencio da Silveria , tesoureiro desde 1916


Homenagem Póstuma.

Foi o quadro do Dr. Oscarlino Dias, na sala de entrada da Santa Casa de Misericórdia, como gratidão aos serviços prestados como provedor de 1915 à 1919.

O Emprestimo à Câmara Municipal

A Santa casa emprestou à Câmara Municipal a quantia recebida em 13 de novembro de 1926, da comissão de festas pró-Lázaros.

Grandes festejos em beneficio da Santa Casa.

Foram promovidas grandes festas no pitoresco jardim da Praça Rezende, bailes no Clube Piracicabano, espetáculos, festas esportivas e outras diversões, para arrecadar recursos e dar continuidade as obras de construção do novo hospital. As atividades como sempre tiveram ampla participação do povo piracicabano.
O doutor Coriolano Ferraz do Amaral nasceu em Piracicaba no dia 30 de Julho de 1870. Formou-se em medicina pela Universidade da Bahia em dezembro de 1896 e foi provedor da Santa Casa entre 1920 e 1946. Antes disso, teve marcada atuação política na cidade. Foi vereador por quatro vezes consecutivas, deputado estadual, e em 1920 elegeu-se à deputado federal. Na Santa Casa foi médico ambulatorial, chefe da enfermaria, diretor clínico e provedor, cargo assumido em janeiro de 1920. Permaneceu até 1946 no comando da Irmandade, quando adquiriu, através de doações e compras, a área de 60 mil m2 inaugurando o prédio da Avenida Independência, que abriga a instituição até os dias atuais.
Natural de Santa Rita do Passa Quatro, doutor Nelson Meireles, formou-se em farmácia em 1922 e em medicina em 1930 pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, onde trabalhou até 1932, quando retornou a Piracicaba. Em 1934 passa a integrar o Corpo Clínico da Santa Casa de Piracicaba, mais tarde elege-se diretor clínico da Irmandade. Se consagra provedor em 1946, cargo que ocupou por 17 anos seguidos, até 1963. À frente da Mesa administrativa inaugurou o sistema de PABX, o pavilhão de isolamento, o banco de sangue e o serviço de atendimento noturno. Em sua gestão foram criados os cargos de médico interno e de anestesista. Promoveu também a construção da sala de ortopedia e traumatologia, construiu a maternidade MB na década de 50, e modernizou o centro cirúrgico. Doutor Nelson Meireles nasceu em 1904 e faleceu em 1978, vítima de enfarto fulminante.
Provedor de 1965 a 1969, Franscisco Munhoz teve como principais iniciativas a implantação do sistema de ar condicionado no centro cirúrgico e início da construção do Hospital Santa Isabel, em meados da década de 70. De 72 a 75 foi mesário da Irmandade, logo em seguida segundo tesoureiro e, em 1978 retorna à provedoria como vice provedor da Santa casa até 1981. Franscisco Munhoz nasceu em Piracicaba em 12 de setembro de 1911, cidade onde vive atualmente.
Pertencente à família de aviadores, Fleury Bottene tornou-se em 1945 o primeiro controlador do tráfego aéreo do I Contingente da Aeronáutica Brasileira, servindo durante a segunda grande guerra. Piracicabano, nascido em 02 de setembro de 1922, Fleury Bottene elevou o nome de Piracicaba, seu pioneirismo na aviação fez com que recebesse em 45, a chave da cidade de São Paulo.
Na Irmandade foi vice-provedor no período de 1965 a 1969, quando assumiu o cargo de provedor até 1972. Na provedoria foi responsável pela reforma das alas de enfermagem, instalação do necrotério, asfaltamento do pátio do velório, instalação de uma unidade respiratória e aquisição de estufas para esterilização de materiais. Mais tarde, inaugura novas instalações do necrotério e salas no velório. Em seguida passou pelos cargos de mesário e tesoureiro da Santa Casa.

1972 à 1990.

De 1972 à 1990, a Santa Casa de Piracicaba teve como provedores os senhores, Comendador Antonio Romano, Dr. Joaquim Mário Pereira Pires, Ide Choairy. Nesse período o hospital passou por autos e baixos, as crises eram intensas e o hospital não conseguia manter o equilíbrio necessário à manutenção dos bons serviços. Greves de funcionários, descontentamento do corpo clínico e protestos de fornecedores eram constantes, transformando a possibilidade de suspensão do atendimento numa ameaça iminente.

1990 à 1999.

Em 1990 volta como provedor Joaquim Mário Pires Ferreira. Com uma administração aberta e participativa, esse período foi excepcional para o hospital. Ao longo de nove anos , a instituição se transformou, absorvendo tecnologia e qualificando sua mão-de-obra, num esforço gigantesco para aliar ciência e avanço tecnológico à melhora constante do atendimento. Aos 145 anos e com 335 leitos, dos quais 202 destinados ao Sistema Único de Saúde- SUS, a Santa Casa de Piracicaba impõe respeito. A Santa Casa é numa instituição que soube transformar as dificuldades em desafios e consolidar-se enquanto uma das entidades mais atuantes e respeitadas no âmbito da saúde. Eleita e empossada em 16 de março de 1990, a diretoria da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Piracicaba iniciou suas atividades em um ano cheio de turbulências, agravadas pelas confusões generalizadas do Plano Collor e pelo o sucateamento nacional da rede hospitalar. Feito o diagnóstico, optou-se por reformulações urgentes na sua estrutura administrativa. Era preciso harmonizar o funcionamento dos setores, criando um clima satisfatório de trabalho.
O processo de informatização, para agilização dos serviços, também teve início neste período, quando alterou a maneira de processar os dados relativos às contas do hospital, completamente distorcidas.
Até os problemas pareciam contribuir. O movimento paredista, coordenado em 90 pelo Sindicato dos Empregados no Serviço da Saúde, por exemplo, levou ao estreitamento das relações entre a diretoria e os funcionários da Santa Casa. Ao invés de aumentos substancias nos salários, medida distante das possibilidades do hospital naquele momento, o resultado foi a criação de uma Caixa Beneficente, administrada pelos próprios funcionários. OS funcionários passaram a receber também a cesta básica e o vale-transporte.
O hospital importou aparelhos de ultra-sonografia, reformou e ampliou a central de esterilização de materiais, a UTI, a farmácia, o laboratório de análises clínicas, o pavilhão C, o almoxarifado e o pavilhão de psiquiatria; concluiu a portaria do Santa Isabel e as adaptações necessárias à instalação e funcionamento dos serviços de radiologia e ultra-sonografia.

 

   

 

 

 

 

 

 

rodape

Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Piracicaba.
Av. Independência, 953 - Bairro Alto - Cep. 13419-155 Pabx. (19) 3417-5000